Foi revisto em alta o balanço das detenções no sábado em Moscou. Segundo um comunicado difundido no domingo de manhã pela ONG especializada no acompanhamento de manifestações – OVD-Info – foram detidas 1373 pessoas.

Trata-se de um recorde de detenções desde o movimento de contestação do regresso de Vladimir Putin ao Kremlin em 2012.

Gzudkov foi detido no sábado, libertado, e detido de novo no domingo.

A União Europeia denunciou as detenções e o “uso desproporcional da força” por parte das forças de segurança. Num comunicado assinado por Federica Mogherini, Bruxelas fala de “atentado às liberdades fundamentais previstas na constituição russa”.

As detenções ocorreram durante um protesto contra a exclusão de dezenas de candidatos independentes às eleições municipais em Moscovo, vários opositores ao regime.

Entretanto, o líder da oposição, Alexey Navalny, que foi detido na quarta-feira passada, condenado a 30 dias de reclusão e que tinha apelado aos protesto a partir da prisão estará doente

A sua porta-voz escrevia este domingo no twitter: “Esta manhã (9h30), Alexey Navalny foi hospitalizado com um diagnóstico de “reação alérgica aguda”: com face fortemente inchada e vermelhidão da pele. A fonte da reação alérgica não é determinada”.

As eleições para a Assembleia Municipal de Moscou estão marcadas para 8 de setembro. Diversos candidatos foram excluídos da lista por não terem alegadamente reunido o apoio legítimo necessário. A comissão eleitoral terá evocado que as assinatura recolhidas pelos candidatos são falsas. A oposição a Vladimir Putin alega estar a ser silenciada. *Euronews

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