A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e o presidente do Ministério Público Pró-Sociedade, Renato Varalda, protocolaram nesta terça-feira (30) no Senado Federal um pedido de impeachment contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli.

O motivo é a suspensão por Toffoli de todos os processos judiciais instaurados sem supervisão da Justiça que envolvem dados compartilhados por Coaf e Receita Federal.

Em sua conta no Twitter, o MP Pró-Sociedade defendeu a “necessidade de aprofundar a apuração dos fatos noticiados pela mídia” e disse que o Senado “não pode se furtar” do “dever constitucional” de analisar o pedido de impeachment.

Essa decisão do ministro foi criticada por algumas entidades, incluindo a força-tarefa da Operação Lava Jato. Segundo comunicado feito em conjunto com a força-tarefa da Operação Greenfield, a decisão “contraria recomendações internacionais de conferir maior amplitude à ação das unidades de inteligência financeira, como o COAF, inclusive em sua interação com os órgãos públicos para prevenir e reprimir a lavagem de dinheiro”.

Este pedido de impeachment de Toffolli soma-se ao protocolado no Senado, nesta quarta-feira (24), pelos advogados Modesto Carvalhosa e Luís Carlos Crema e o desembargador aposentado Laércio Laurelli , cujos autores argumentam que provas indicam que o magistrado não possuía “reputação ilibada” quando foi indicado para ocupar uma cadeira no STF pelo ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva, registra o jornal Correio Braziliense.

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