“O governo brasileiro aceitará o pedido de reunião feito pelos paraguaios para tratar de Itaipu. O encontro será realizado em Brasília, provavelmente na quinta-feira (1º), com representantes da chancelaria dos dois países, entre eles o vice-chanceler do Paraguai, Antonio Riva Palacios.

A decisão foi tomada pelo presidente Jair Bolsonaro, que recebeu os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o diretor-geral da usina, general Silva e Luna.

Ainda que tenha aceitado realizar a reunião, o governo brasileiro vai cobrar o cumprimento das tratativas fechadas com o Paraguai sobre a contratação da potência da usina de Itaipu.”

Assinada em 24 de maio por integrantes dos ministérios de Relações Exteriores de ambos os países, a ata visa, segundo o governo brasileiro, resolver o desequilíbrio praticado há anos pelo lado paraguaio, que tem aproveitado a energia excedente, mais barata, para atrair indústrias e investimentos. Há dois meses, o Brasil aguardava que o Paraguai regulamentasse a proposta e, em razão da sensibilidade do tema, tratava o assunto com reserva.

O lado brasileiro negociou na ata um reequilíbrio gradual, para ser cumprido até 2022, para evitar um tarifaço nas contas paraguaias. Pela proposta acordada entre os dois países, o Paraguai se comprometeria a adquirir, neste ano, uma potência 9,6% maior do que a de 2019, e um nível 12% maior nos anos de 202o, 2021 e 2022. *Estadão Conteúdo

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