O navio Alan Kurdi, da ONG alemã Sea-Eye, foi retirado nesta quinta-feira (01) da ilha de Lampedusa com 40 imigrantes, que tinham sido resgatados na quarta-feira, mas bloqueados por veto do governo italiano.

O ministro do Interior da Itália e líder de direita, Matteo Salvini, denunciou “outra provocação no Mediterrâneo por uma ONG alemã” e acusou os auxiliares de se comportarem de maneira “insignificante”.

Na quarta-feira, ele assinou um decreto banindo as águas italianas do navio humanitário. De acordo com o seu ministério, os ministros da defesa e do transporte, ambos do movimento 5 estrelas (M5S, anti-sistema), também assinaram.

Salvini afirmou que a operação de salvamento se tinha realizado muito mais perto da Tunísia do que de Lampedusa. Mas para as ONGs, Lampedusa é o porto seguro mais próximo, já que a Tunísia tem bloqueado regularmente os migrantes no mar antes de repatriá-los sem lhes dar tempo para pedir asilo.

Segundo Sea-Eye, os migrantes resgatados na quarta-feira são da África Ocidental.

AFP /Migrantes no Mediterrâneo

Durante sua última saída da Líbia no início de julho, Alan Kurdi, atualmente residente em Mallorca, resgatou um total de 109 imigrantes, que conseguiram desembarcar em Malta.

Poucos dias antes, a Sea-Watch, outra ONG alemã, havia escolhido desafiar a proibição e desembarcar com força seus migrantes em Lampedusa. *Com informações da AFP

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