Os países europeus, que não chegam a um acordo sobre seu candidato para disputar a chefia do FMI, votarão nesta sexta-feira (02) por maioria qualificada no sucessor de Christine Lagarde.

O ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, nomeado há duas semanas para conduzir as discussões para eleger o candidato europeu antes do final de julho, observou “a absoluta falta de consenso sobre um nome”.

Neste contexto, organizou uma teleconferência em que participaram os 28 ministros das Finanças da UE.

Cinco candidatos confirmaram sua intenção de permanecer na disputa pela direção do FMI, que Lagarde deixará para presidir o Banco Central Europeu (BCE).

Os cinco candidatos em disputa são: o holandês Jeroen Dijsselbloem, ex-presidente do Eurogroup; seu sucessor, o português Mario Centeno; o ex-comissário europeu finlandês Olli Rehn; a ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño; e a búlgara Kristalina Georgieva, atual número 2 do Banco Mundial (BM).

Para evitar conversas intermináveis, Le Maire decidiu lançar o processo de votação nesta sexta-feira, de acordo com as regras europeias de maioria qualificada.

Estas requerem o apoio de 55% dos países membros e representam pelo menos 65% da população da UE. Portanto, várias votações poderão ser necessárias.

O candidato de consenso da UE tem até o dia 6 de setembro para se registrar ante a instituição financeira, que elegerá seu novo diretor-gerente antes 4 de outubro.

Desde a sua criação, em 1944, o FMI sempre teve um diretor europeu, enquanto um americano sempre esteve no comando do Banco Mundial. No entanto, os países emergentes exigem há muito tempo maior representação em instituições internacionais. *AFP

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