Médicos legistas concluíram nesta sexta-feira (2) a autópsia no corpo do cacique Emyra Waiãpi, encontrado morto numa reserva indígena no Amapá, e tem um prazo de 30 dias se ele foi assassinado durante uma “invasão de garimpeiros ilegais”, como denunciam as comunidades indígenas.

“A Polícia Federal (PF) confirmou que o exame necroscópico foi realizado em território indígena”, afirmou o Ministério Público, especificando que quase 30 membros da PF, a polícia civil e os médicos legistas participaram do trabalho para esclarecer este caso com grande repercussão internacional.

Membros da tribo Waiãpi, autorizaram na quarta-feira a exumação do corpo de Emyra Waiãpi, encontrado morto em um rio no dia 23 de julho.

Na quinta e nesta sexta-feira, unidades policiais viajaram para o território indígena para transferir o corpo para o Instituto Médico Legal de Macapá, mas por conta do avançado estado de deterioração do cadáver, os especialistas decidiram realizar a autópsia no local.

No sábado passado, a polícia foi até o território Waiãpi para investigar a morte do cacique, que segundo os nativos, teria sido assassinado por garimpeiros ilegais que invadiram uma das aldeias da região.

Rica em ouro, manganês, ferro e cobre, a terra dos Waiãpis tem estado sob crescente pressão de garimpeiros, fazendeiros e madeireiros.

Desde que tomou posse em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro foi acusado de agir contra a Amazônia para beneficiar as indústrias de mineração, agricultura e pecuária, que o apoiaram durante sua campanha. *AFP

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