Chanceleres e representantes de quase 60 países debateram, nesta terça-feira (6) em Lima, uma solução para a crise na Venezuela, um dia depois de Washington congelar todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos.

Convocada pelo Grupo de Lima, a “Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela” começou depois de uma reunião de quase três horas das nações que reconhecem Guaidó, já que os países que seguem ao lado de Maduro, como México e Uruguai, ficaram de fora do encontro.

“No último minuto eles não participaram, seria necessário perguntar a eles (México e Uruguai) por que desistiram”, disse o ministro das Relações Exteriores do Peru, Néstor Popolizio, anfitrião da reunião, ao entregar as conclusões da conferência.

Aliados de Caracas, como Cuba, Rússia, China ou Turquia, que foram convidados porque poderiam construir pontes com Maduro, também não compareceram, embora Popolizio tenha enfatizado que “não prejudica a reunião”.

“Todos os países ouviram as medidas tomadas pelos Estados Unidos na segunda-feira. Eles as levantaram na reunião e o que fizemos foi tomar nota delas, porque sabemos que elas terão um impacto real dentro do regime de Maduro, e esperamos que para permitir que o regime parta mais cedo do que tarde “, disse o ministro das Relações Exteriores à imprensa.

Houve uma reunião anterior com a participação do enviado dos Estados Unidos, o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, que falou sobre o bloqueio dos ativos do regime Maduro e garantiu que o bloqueio “não é contra o povo da Venezuela”, em um aparente esforço para evitar uma reação de rejeição, como a que Washington enfrenta há décadas por causa de seu embargo a Cuba.

“Dissemos à Rússia e à China que o apoio que dão ao regime de Maduro é intolerável, em particular, para o regime democrático que substituirá Maduro. À Rússia e, sobretudo, àqueles que controlam suas finanças, voltamos a dizer o seguinte: ‘Não redobrem uma aposta equivocada'”, frisou Bolton.

“Para a China, que já se mostra desesperada para recuperar as perdas financeiras, a via mais rápida para recuperar seu dinheiro, é apoiar um novo governo legítimo”, acrescentou.

As medidas e sanções são tomadas para que Maduro pare de matar”, justificou o representante da Guaidó perante o Grupo Lima, Julio Borges. *Adaptado da fonte AFP

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