Na contramão dos brasileiros que não param de chegar para viver em Portugal, estão os que contam os dias para regressar ao Brasil.

Sem dinheiro para a compra da passagem de volta, os brasileiros recorrem ao ARVoRe, o Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

De acordo com Luís Carrasquinho, técnico responsável pelo projeto em terras lusitanas, o retorno voluntário geralmente está associado a uma combinação de fatores: desemprego ou realização de trabalhos precários e sem contrato, dificuldade que o imigrante tem para regularizar a sua situação e residir legalmente no país, e dificuldade econômica ou social em que as pessoas muito rapidamente se encontram,

Carrasquinho ainda destaca o elevado custo de vida, em Lisboa, em decorrência do preço dos aluguéis, e até as expectativas de quem chega, “que são muitas das vezes desajustadas com a realidade”.

O Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração (ARVoRe), da OIM, é cofinanciado pela União Europeia e pelo governo Português. Aceita inscrição de qualquer imigrante, desde que não seja nacional de um país da União Europeia e não tenha sido beneficiado pelo programa antes.

O tempo médio de espera entre fazer a inscrição e conseguir as passagens pode levar de 4 a 6 meses.

O apoio também inclui € 50 para pagar despesas que possam surgir durante a viagem, e quando o imigrante demonstra vontade e capacidade para empreender, ainda pode receber até € 2 mil para fazer um curso ou abrir um pequeno negócio no país de origem.

Quem opta por empreender recebe acompanhamento técnico do escritório da OIM existente no país por um período máximo de seis meses. No caso do Brasil, o apoio também é dado por ONGs parceiras da Organização presentes em alguns estados brasileiros

Os brasileiros formam a maior comunidade estrangeira em Portugal. Atrás dos brasileiros, destacam-se cidadãos de países africanos de língua portuguesa, como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau. *Com informações da RFI

 

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