Depois de dois dias de silêncio, a Rússia reconheceu neste sábado (10) que a explosão que ocorreu na quinta-feira em uma base de lançamento de mísseis no extremo norte foi nuclear, também analisando o balanço, agora com pelo menos cinco mortos.

Em um comunicado, a agência nuclear russa Rosatom anunciou que cinco membros de sua equipe foram mortos na explosão, acrescentando que outras três pessoas, vítimas de queimaduras, ficaram feridas.

Rosatom disse que seu pessoal forneceu apoio técnico e de engenharia para a “fonte de energia isotópica” do motor de mísseis, enquanto os militares não descreveram o acidente como envolvendo combustível nuclear.

Imediatamente após o acidente, o Ministério da Defesa apenas indicou que os fatos haviam ocorrido ao testar um “motor de foguete de propelente líquido” e informou que dois “especialistas morreram de seus ferimentos”. “e seis outros feridos.

Não ficou claro no sábado se as cinco mortes mencionadas por Rosatom também incluíam os “especialistas” cuja morte foi anunciada pelo exército.

Até agora, as autoridades publicaram apenas alguns detalhes sobre o acidente que atingiu uma base na vila de Nionoksa, inaugurada em 1954 e especializada em testes de mísseis da frota russa, incluindo mísseis balísticos.

Se o exército russo e um porta-voz do governador regional disseram na quinta-feira que “não havia contaminação radioativa”, a prefeitura de Severodvinsk, uma cidade de 190 mil habitantes a cerca de trinta quilômetros da base, assegurou em seu site que seus sensores “registraram um breve aumento na radioatividade”.

O post foi então removido do site da prefeitura, que também não especificou até que nível era a radioatividade. *Com informações da AFP

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