Desde fevereiro, quando a fronteira da Venezuela com os países vizinhos foi fechada, 187 militares do governo Maduro já entraram no Brasil

A deserção de militares de alta patente, como um coronel da Guarda Nacional Bolivariana, uma das forças militares que dão sustentação à permanência de Nicolás Maduro no comando da Venezuela, não é a regra. A maioria dos que desertam é composta por praças, soldados e sargentos, segundo fontes ouvidas pelo Globo.

O Exército brasileiro, responsável pela operação humanitária de acolhida dos venezuelanos em Roraima e de destinação dos migrantes a outros estados, afirma tratar os desertores de forma idêntica aos outros refugiados. Isso porque, na visão do Exército, eles são desertores para as forças militares do regime de Maduro, não para as forças brasileiras.

Ao menos um dentre os 187 desertores que entraram no Brasil atua junto à representação diplomática de Guaidó no país. O ex-major do Exército venezuelano José Gregorio Basante vive em Brasília e deve ser o adido militar de Guaidó. Ele já trabalha com a embaixadora do opositor de Maduro, María Teresa Belandria, informa o site IG 

 

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