O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não está disposto a diminuir o tom de sua luta contra o kirchnerismo. Em um ato em Parnaíba, no Piauí, nesta quarta-feira (14), Bolsonaro disse: “Os criminosos de esquerda começaram a voltar ao poder na Argentina” .

A manifestação de Bolsonaro foi em referência ao resultado das primárias presidenciais no país vizinho, em que o presidente Mauricio Macri foi derrotado por ampla margem por Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

“Olha o que está acontecendo com a Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque, nas primárias, bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, registra a agência Reuters.

Em seu discurso, transmitido ao vivo em uma rede social, Bolsonaro também disparou uma série de ataques ao PT, à esquerda e aos comunistas.

Ele disse que, nas próximas eleições, a “turma vermelha” será varrida do Brasil e voltou a acusar governadores da Região Nordeste, amplamente governada pela oposição a Bolsonaro, de buscarem dividir o país.

“Quando a gente vê agora pelo Brasil alguns governadores querendo separar o Nordeste do Brasil, esses cabras estão no caminho errado. O caminho do Brasil é um só: um só povo, uma só raça, uma só bandeira verde e amarela”, disse o presidente, ao lado do prefeito de Parnaíba, o ex-senador Mão Santa, a uma plateia de apoiadores que o aclamava como “mito”.

“O Mão Santa me disse agora há pouco, que nós vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corrupto e comunista, Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que na Venezuela está bom, vamos mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouquinho mais para o norte, vai até Cuba.”

Bolsonaro também afirmou que “apesar de a petralhada ter roubado quase tudo no Brasil”, recorrendo a uma forma depreciativa de se referir aos petistas, seu governo tem se esforçado para entregar obras, como o projeto de irrigação.

“Nós juntos vamos varrer a corrupção e o comunismo do Brasil”, afirmou.

No mês passado, em entrevista ao Clarín , Bolsonaro também se referiu a possíveis atritos com a Argentina no caso de uma vitória eleitoral de Fernández. “Tenho a convicção de que, pelas declarações do candidato de Cristina Kirchner, rever o acordo Mercosul-União Européia e visitar aqui no Brasil um prisioneiro condenado pela justiça em três instâncias (pelo ex-presidente Lula), é um sinal de que podemos ter um contato com a Argentina que não queremos ter”.

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