A China refutou na terça-feira (13) várias declarações feitas por políticos dos Estados Unidos sobre a questão de Hong Kong, indicando que tais comentários “distorcem a verdade”, disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo reportagens, o presidente da Câmara Pelosi, o senador McConnell, o senador Rubio e o congressista Yoho twittaram na segunda-feira que a polícia de Hong Kong reprimiu os manifestantes com violência e que o governo central chinês manchou a democracia e a liberdade em Hong Kong.

A porta-voz Hua Chunying disse que as declarações estão tentando camuflar os crimes violentos como uma luta pela causa dos direitos humanos e liberdade, e deliberadamente julgando de forma equivocada o trabalho da polícia de Hong Kong como repressão violenta, quando na verdade, a polícia apenas estava agindo de acordo com a lei, combatendo o crime e mantendo a ordem social.

Os tweets até mesmo incitaram os residentes de Hong Kong a se engajarem nos confrontos com o governo da Região Administrativa Especial e o governo central da China, disse ela.

“Eles não podem esperar para ver um mundo em tumulto”, disse ela.

Ela disse que o lado americano negou repetidamente seu envolvimento nos atuais incidentes violentos em Hong Kong. No entanto, essas postagens nas redes sociais revelaram ao mundo novas e poderosas evidências sobre o envolvimento dos Estados Unidos.

“Nos EUA, os membros do Congresso também são chamados de legisladores. Não posso deixar de perguntar aos relevantes senadores e representantes da Câmara: Vocês são legisladores ou infratores da lei?”, indagou Hua.

Ela reiterou que as questões de Hong Kong consistem nos assuntos internos da China, e os políticos dos EUA não têm o direito nem qualificação para ficar comentando sobre isso.

“Cuidem de suas próprias vidas”, disse Hua. “Hong Kong não é da conta de vocês.” *Xinhua (agência de notícias oficial da China)

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