Lideranças indígenas de mais de 80 povos estão reunidas em Brasília, desde sexta-feira (9), na primeira Marcha das Mulheres Indígenas, que tem como lema “Território: nosso corpo, nosso espírito”.

Outra demanda das mulheres indígenas é a regularização das terras e o combate à violência. Elas falaram sobre o assunto na tarde dessa segunda-feira (12) em audiência com as ministras do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia e Rosa Weber.

Mais cedo, as lideranças chegaram a ocupar a Secretaria Especial de Saúde Indígena, no Ministério da Saúde. Elas se posicionaram contra a municipalização e a privatização do atendimento à saúde.

Maura Arapiun, uma das coordenadoras da Marcha das Mulheres, defende que os povos indígenas sejam ouvidos antes de qualquer alteração no modelo de assistência.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e a Secretária de Saúde Indígena, Silvia Nobre Waiãpi, estiveram na Defensoria Pública da União nesta segunda-feira (12) para ouvir as reivindicações das mulheres indígenas.

Em nota, o ministério diz que está aberto ao diálogo e que o principal foco é a fiscalização dos serviços prestados para promover a melhoria da saúde dos indígenas.

A Marcha das Mulheres Indígenas segue até esta quarta-feira (14) com debates, atos, shows e caminhadas pelas ruas de Brasília. *Agência Brasil

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