O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanhayu, anunciou nesta quinta-feira (15) que vai barrar a entrada no país de duas congressistas americanas, as democratas Ilhan Omar e Rashida Tlaib.

“Não permitiremos que aqueles que negam nosso direito de existir neste mundo entrem em Israel”, disse a vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, pois os legisladores, ambos muçulmanos, são partidários do movimento BDS.

O anúncio foi feito pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encorajar publicamente uma ação israelense nesse sentido.

Pela manhã, o republicano escreveu no Twitter que as deputadas – que são muçulmanas – “odeiam Israel e todo o povo judeu”. “Seria um sinal de grande fraqueza se Israel permitisse que Omar e Tlaib visitassem o país. (…) Elas são uma desgraça.”

“Isso mostraria uma grande fraqueza se Israel permitisse que as deputadas Omar e Rep.Tlaib o visitassem”, afirmou Trump ao Twitter nesta quinta-feira. “Eles odeiam Israel e todo o povo judeu, e não há nada que possa ser dito ou feito para mudar de ideia. Minnesota e Michigan terão dificuldade em colocá-los de volta no cargo. Eles são uma vergonha!”

Em 2017, Israel aprovou uma lei permitindo que o Ministério do Interior proibisse qualquer estrangeiro que expressasse apoio a boicotes de entrar no país.

Tlaib e Omar devem chegar a Israel na sexta-feira. Se os relatos da mídia hebraica são verdadeiros, então a decisão tomada pelo governo de Netanyahu vem apesar da forte oposição de grupos e organizações pró-Israel dos EUA afiliadas ao Partido Democrata dos EUA.

Autoridades de segurança israelenses têm realizado deliberações secretas por semanas em preparação para a visita das legisladoras, com a segurança nacional de Israel concluindo “há uma grande probabilidade” de que eles vão querer visitar o Monte do Templo devido ao fato de ambas as mulheres do congresso serem muçulmanas.

De acordo com o Channel 13 News, autoridades de segurança disseram à emissora que preferem que as mulheres do congresso “não venham a Israel”.

Trump foi dito estar pressionando o governo Netanyahu para proibir as mulheres congressistas de entrar no país, com funcionários do governo dizendo à publicação on-line Axios que sua oposição resultou de seu apoio sincero ao movimento BDS.

Funcionários da Casa Branca foram rápidos em negar que o presidente exerceu influência ou pressão sobre Netanyahu.

“O governo israelense pode fazer o que quiser. São notícias falsas”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Stephanie Grisham, no sábado. *Com informações da jornal Israel Hayom