O governo de Cuba lançou na segunda-feira (9) uma campanha de assinatura anti-Trump em uma demonstração de solidariedade ao presidente venezuelano Nicolás Maduro e seu partido no poder.

As assinaturas coletadas em Cuba nesta semana serão adicionadas a milhões de assinaturas já coletadas na Venezuela como parte da campanha “Chega de Trump” para aumentar a conscientização sobre o impacto das sanções de Washington na economia do país sul-americano.

“Os cubanos se unirão a uma campanha que exige o fim da agressão brutal à Venezuela”, disse o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, via Twitter.

Consuelo Baeza, líder do Sindicato dos Trabalhadores em Cuba, disse que a medida também visa sinalizar que os laços estreitos de Havana com Caracas “permanecerão inalterados, apesar dos ataques e ameaças” do governo Donald Trump.

Mais de 10 milhões de venezuelanos assinaram uma carta que será entregue ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, denunciando táticas coercitivas dos EUA e reivindicando o direito de “viver em paz sem interferência estrangeira”.

As sanções que impedem a Venezuela de realizar transações comerciais e financeiras dificultaram a importação de alimentos e medicamentos básicos.

A Casa Branca apoia a oposição de extrema-direita da Venezuela e sua tentativa de expulsar Maduro do poder. *Xinhua (agência oficial da China)