Uma exibição com as obras do pintor Henri de Toulouse-Lautrec, famoso por retratar cafés, bordéis e cabarés da Paris do final do século 19, abre na semana que vem na capital francesa.

É a primeira retrospectiva parisiense em três décadas de Toulouse-Lautrec, considerado um dos pós-impressionistas mais influentes, e seus organizadores pretendem apresentar ao público uma visão mais ampla da curta carreira do artista.

“Queríamos mostrar obras que não estavam em exibição na última retrospectiva de 1991, especialmente as primeiras obras e as últimas”, disse o crítico de arte Stéphane Guégan.

“As primeiras obras (não foram expostas então) porque são vistas como acadêmicas demais, o que é um equívoco, e as últimas obras porque são consideradas pobres, o que é outro equívoco”, acrescentou Guégan, que também é conselheiro do Museu d’Orsay.

“Acho que, com esta exibição, o público terá a oportunidade de reavaliar sua obra como um todo”.

Toulouse-Lautrec capturou a vida noturna da boemia parisiense dos anos 1890 e mergulhou nela. Inspirado pela arte nascente da fotografia, ele adotou um estilo nada convencional com seus quadros.

“Ele entendeu o que a fotografia trazia ao mundo das imagens. Ele importou e algumas vezes esteve adiante de certos efeitos fotográficos que não seriam realmente usados antes do século 20”, explicou Guégan, acrescentando que Toulouse-Lautrec tinha muitos amigos fotógrafos.

Nascido em Albi em 1864, Toulouse-Lautrec passou a maior parte da vida em Paris. Ele morreu em 1901, deixando entre 700 e 800 pinturas, 300 litografias e 40 pôsteres.

Entre seus pôsteres mais célebres estão os do Moulin Rouge, cabaré francês famoso pelas dançarinas de cancã de pernas incrivelmente flexíveis e pelos figurinos de pena de avestruz altamente reveladores, que abriu as portas ao público exatamente 130 anos atrás.

A exibição Toulouse-Lautrec no Grand Palais vai de 9 de outubro a 27 de janeiro. *Reuters