Emprego e inflação nos Estados Unidos estão em um momento “positivo”, e os cortes recentes nas taxas de juros ajudam a economia, afirmou o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, nesta terça-feira (8).

Três semanas após uma nova reunião do Fed, Powell reiterou que a política monetária “não é predeterminada”, mas a entidade “monitora de perto” os indicadores e riscos econômicos.

Após dois modestos cortes nas taxas em março e julho, a maioria dos agentes financeiros espera outra redução de um quarto de ponto na próxima reunião de política monetária que o Fed fará em 30 de outubro.

“Em uma reunião após a outra, estaremos cientes dos dados, avaliando perspectivas e riscos”, afirmou.

Powell parecia mais otimista em relação à inflação – cuja apatia até agora tem sido uma das causas da redução dos juros.

“A inflação está um pouco abaixo da nossa meta simétrica de 2%, mas foi progressivamente reafirmada nos últimos meses”, afirmou.

Ele insistiu que os membros do Fed continuarão projetando “uma expansão duradoura da atividade econômica, um mercado de trabalho dinâmico e uma inflação próxima da meta”.

“Muitos dos que fazem previsões fora do Fed concordam com isso”, disse ele em resposta àqueles que temem uma recessão como a do setor industrial.

Em seu discurso, Powell mencionou as tensões nas taxas interbancárias de curto prazo (conhecidas como ‘repo’) e anunciou que o Fed considera comprar títulos do Tesouro para fortalecer suas reservas.

No entanto, essas compras de ativos não têm nada a ver com a política seguida após a crise de 2008, quando o Fed foi comprar em massa títulos do Tesouro para sustentar a economia, disse Powell.

Essas novas compras de não títulos “não devem afetar a nossa política monetária”, garantiu. *AFP

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