O sul da Califórnia, incluindo a área de Los Angeles, foi vítima de incêndios desde sexta-feira, matando duas pessoas e forçando mais de 100.000 pessoas a fugir, enquanto os bombeiros alertam que será necessário pelo menos para domingo para superá-lo.

O maior incêndio, que de Saddle Ridge, no Vale de San Fernando, a apenas 30 km do centro de Los Angeles, começou na quinta-feira e, intensificado por ventos fortes, rapidamente se tornou incontrolável.

Na noite de sexta-feira (11) ele havia queimado mais de 3.000 hectares e destruído pelo menos 31 edifícios, e continuou a queimar cerca de 300 hectares por hora, segundo os bombeiros.

Apesar das forças envolvidas – mil bombeiros auxiliados por helicópteros e aviões lançando água e retardantes de chamas – apenas 13% do fogo estava sob controle.

Foi enquanto tentava salvar sua casa desse incêndio que um homem na casa dos cinquenta morreu de ataque cardíaco.

Nesta parte dos subúrbios da grande Los Angeles, as autoridades ordenaram que mais de 100.000 pessoas deixassem suas casas, potencialmente ameaçadas pelo fogo.

“É um incêndio muito dinâmico, não espere para sair”, disse o chefe dos bombeiros da cidade de Los Angeles, Ralph Terrazas.

A Califórnia agora enfrenta grandes incêndios no inverno, uma tendência que não existia há uma década.

No ano passado, em novembro, três incêndios gigantescos no norte e no sul da Califórnia devastaram mais de 100.000 hectares.

Um deles, o “Camp Fire”, matou 86 pessoas e praticamente varreu a pequena cidade de Paradise (26.000 habitantes), onde nove em cada dez casas foram queimadas. A investigação concluiu que as linhas de energia elétrica da PG&E eram a fonte do incêndio. *Com AFP

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