Carles Puigdemont, antigo chefe do governo regional da Catalunha, ausente do julgamento que condenou nove líderes separatistas a penas de prisão entre os nove e os 13 anos, é mais uma vez chamado a responder à justiça pelo Supremo Tribunal Espanhol.

Puigdemont, atualmente exilado na Bélgica, tinha já visto uma mandado semelhante cair por terra depois de, em 2018, a Alemanha ter recusado a extradição.

Numa reação ao veredito, o primeiro-ministro espanhol afirmou que a sentença é para ser acatada. “Esta sentença põe fim a um processo judicial que se realizou – e gostaria de sublinhá-lo – com plenas garantias de absoluta transparência. E, num Estado de direto como o espanhol, o seu acatamento significa cumpri-lo. Reitero, significa o seu íntegro cumprimento”, disse Pedro Sánchez.

Leitura diferente tem o atual presidente da região catalã. Quim Torra classificou já os vereditos como injustos e antidemocráticos e promete tomar diligências junto do poder em Madrid.

“Apelamos ao fim da repressão, à libertação dos presos políticos, a que os exilados sejam livres de voltar a casa, a uma amnistia que marque um ponto de viragem para todos os que sofreram represálias”, declarou.

Uma voz de protesto que tem encontrado eco na Catalunha. Estradas e linhas férreas estão a ser bloqueadas. Milhares de pessoas fazem-se ouvir nas ruas, em apoio aos dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da região. *Euronews