A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma sessão de seu Conselho Permanente para quarta-feira (23) em Washington a pedido de Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e Venezuela (o representante de Juan Guaidó), para abordar “a situação na Bolívia”.

A reunião do Conselho Permanente, que reúne os embaixadores dos 34 países-membros ativos da organização, será na sede da OEA em Washington, às 11h (13h em Brasília).

A cadeira da Venezuela é ocupada por um enviado do chefe parlamentar e líder opositor, Juan Guaidó, e não por um representante do governo Nicolás Maduro.

Os questionamentos acontecem depois que a apuração rápida das atas (TREP), que na noite de domingo antecipou um segundo turno, após uma inexplicável paralisação de 20 horas, foi retomada na segunda-feira à noite mostrando uma “mudança drástica e difícil de justificar na tendência”, assegurando a reeleição de Morales no primeiro turno, denunciaram os observadores da OEA.

Em resposta, o governo boliviano solicitou à OEA enviar “o mais rapidamente possível” uma missão técnica a La Paz para auditar “uma a uma as atas” das eleições de domingo, questionadas no país e no exterior, disse o chanceler Diego Pary.

Em carta enviada ao secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, a Bolívia está “solicitando que, o mais rapidamente possível, [a entidade] possa estabelecer uma comissão que faça uma auditoria em todo o processo de contagem oficial dos votos das eleições de 20 de outubro”, disse Pary em coletiva de imprensa.

“Nos interessa como governo que todo o processo tenha a transparência necessária”, insistiu.

O presidente, no poder desde 2006, evitaria um segundo turno se obtivesse no primeiro turno mais de 50% dos votos válidos ou 40% com pelo menos uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado. *Com AFP

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