As novas sanções dos EUA, que impedem o governo cubano de alugar aviões para suas companhias aéreas estatais, forçaram a Cubana de Aviacion a suspender seus vôos para o México, Venezuela e parte do Caribe, anunciou a empresa na quarta-feira (23).

A Aviação Cubana deixará de cobrir os destinos da Cidade do México, Cancun, Santo Domingo, Caracas, Porto Príncipe e os territórios franceses ultramarinos da Martinica e Guadalupe, disse o vice-diretor da empresa, Arsenio Arocha.

O estado disse que as novas sanções em Washington, que também afetarão vôos internos para as províncias do leste de Holguin e Santiago de Cuba, levarão a perdas econômicas – até dezembro – por cerca de 10 milhões de dólares.

Da mesma forma, e sem fornecer detalhes, a diretiva dizia que a companhia aérea foi notificada do fechamento de dois contratos de arrendamento de aeronaves por empresas de países terceiros.

O Departamento de Comércio anunciou as restrições ao aluguel de aeronaves na última sexta-feira. O leasing é uma prática comum das companhias aéreas cubanas devido à falta de aeronaves próprias ou à incapacidade de adquiri-las pelo embargo de Washington contra a ilha desde 1962.

As autoridades americanas indicaram que, para gerar receita, Havana recorreu ao transporte de turistas em aviões alugados sujeitos à jurisdição do Escritório de Indústria e Segurança.

“Consequentemente, o BIS revogará as licenças existentes para transportar turistas de avião às companhias aéreas estaduais cubanas”, disse o Departamento de Comércio.

Desde que chegou à Casa Branca em 2017, Donald Trump intensificou o bloqueio com medidas que afetam o turismo, investimentos, remessas e importação de combustíveis.

Com todas essas sanções, Washington busca uma mudança no sistema socialista da ilha, à qual é responsável pela repressão de seu próprio povo, além de seu apoio contínuo ao regime Nicolás Maduro na Venezuela.

Cuba rejeita essas medidas, que considera extraterritoriais e tentativas contra os direitos de sua população. *El Nacional

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