Na sequência da viagem em que ficará 10 dias fora do Brasil, Bolsonaro chegou a Pequim com a intenção de atrair investimentos chineses para o Brasil e refazer a imagem na relação com o país, a quem acusou, durante a campanha, de querer “comprar o Brasil”.

Na chegada, em conversa com jornalistas, foi perguntado qual sua resposta para quem diz que ele estaria visitando um país comunista, sistema político que tanto critica.

“Estou em um país capitalista”, disse.

Bolsonaro afirmou que fará o possível para o desenvolvimento do Brasil e comentou a necessidade de se fazer privatizações, para as quais o Brasil quer atrair investimentos chineses.

“Arrebentaram com as estatais, conseguiram quase quebrar uma petroleira. Então estamos em uma situação que não temos alternativa. O sistema energético não temos suficiente para que ele não entre num colapso brevemente. Então tem certas coisas que tem que se adaptar à realidade. Não é o que você quer, é o que tem que ser feito”, disse.

Na China, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pelo Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), se juntou à comitiva presidencial e teve um encontro com a State Grid, empresa chinesa de energia, além de uma sequência de encontros nas áreas de portos, mineração, ferrovias, rodovias, óleo e gás e usinas hidrelétricas. *Reuters