O governo de Donald Trump protegeu o Citgo dos credores da Venezuela, impedindo que as ações da empresa venezuelana que opera nos Estados Unidos sejam usadas para pagar um vencimento iminente da petroleira PDVSA.

Na segunda-feira, vence o pagamento de 913 milhões de dólares do título 2020 da PDVSA, o Tesouro emitiu uma provisória temporária até 22 de janeiro, o que resguarda a empresa, que desde que os Estados Unidos impuseram sanções contra o governo de Nicolás Maduro está nas mãos da oposição venezuelana.

Até 22 de janeiro, “as transações relacionadas com a venda ou transferência de ações da Citgo relacionadas aos 8,5% do título PDVSA 2020 estão proibidas, a menos que estejam especificamente autorizadas pelo Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC)”, informou o Tesouro em um comunicado.

Desde fevereiro, a Citgo é dirigida por uma junta designada pelo líder opositor Juan Guaidó, que é reconhecido pelos Estados Unidos e mais de 50 países como presidente interino da Venezuela por considerar que o segundo mandato de Maduro é ilegítimo.

O Tesouro atualizou as sanções contra a Venezuela, incluindo uma provisão específica para as ações do Citgo, oferecida como garantia para a dívida da companhia de petróleo venezuelana, que enfrenta um pagamento em 28 de outubro.

A Citgo, uma refinaria e comercializadora de combustível crucial para a PDVSA, antes de Washington impor sanções severas à petroleira estatal em janeiro, é vista pela oposição como um “motor” econômico da Venezuela pós-Maduro.

Em abril, a Assembleia Nacional, liderado por Guaidó autorizou o pagamento dos juros do título PDVSA 2020 por 71 milhões de dólares aos credores, para salvaguardar a Citgo.

“Isso implica que os credores do título PDVSA 2020 não podem aproveitar a garantia”, disse à AFP Francisco Monaldi, renomado especialista em energia da Universidade Rice Texas.

O especialista considerou que esta é uma vitória “temporária, mas importante” para a equipe Guaidó, pois “abre um espaço de negociação com os credores para evitar a perda do Citgo”. *AFP

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