O Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia declarou o atual presidente do país, Evo Morales, como vencedor da eleição presidencial do último domingo (20), em pleno processo de recontagem dos votos.

Segundo o governo, Evo teria sido declarado o vencedor para cumprir um quarto mandato quando, com 95,22% das urnas apuradas, ele tinha 46,86% dos votos, contra 36,73% de Mesa.

No entanto, os números publicados no próprio site da apuração deixam os resultados em dúvida.

Segundo a última atualização, publicada às 21h53 (22h52 no horário de Brasília), Evo teria 46,4% dos votos, contra 37,07% de Mesa, com 98,98% dos votos apurados. Morales precisaria aumentar a diferença em 0,67%, informa o site R7.

O candidato centrista Carlos Mesa, presidente de 2003 a 2005, denunciou que o partido de Morales “acaba de consumar a fraude eleitoral”, e pediu aos bolivianos que continuassem a mobilização. Ele recebeu apoio de um grupo de partidos.

Por seu turno, a União Europeia, os Estados Unidos e os países latino-americanos aumentaram sua posição contra o presidente boliviano Evo Morales, pedindo um segundo turno ou ameaçando-o de não reconhecê-lo.

A OEA, cuja missão de observação havia manifestado sua “surpresa” e “preocupação” com a reversão da contagem, concordou em realizar uma auditoria dos resultados.

“Esses resultados não devem ser considerados legítimos até o final do processo de auditoria solicitado”, disse Luis Almagro, secretário geral da organização sediada em Washington.

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