Uluru, uma famosa formação rochosa no coração do deserto australiano, foi fechada permanentemente nesta sexta-feira (25) para alpinistas, após um afluxo de turistas durante o dia para tentar uma última vez a subida dessa rocha considerada sagrada na cultura aborígine.

Ao pôr do sol, após a descida dos últimos turistas, os guardas finalmente fecharam as portas para acessar o monólito gigante em tons de vermelho. O topo de 348 metros e também conhecido como Ayers Rock, estava aberto a turistas na década de 1950, informa a AFP.

A proibição foi decidida em 2017 pelos proprietários do site, os aborígines Anangu, que adoram o local há dezenas de milhares de anos. Antes dessa decisão, já havia sinais instalados para incentivar os visitantes a não subirem em Uluru, mas eles não prestaram atenção.

No sábado, no 34º aniversário do retorno de Uluru aos seus proprietários tradicionais, os Anangu Aborígines estão planejando uma cerimônia no local para comemorar a proibição de escalar a rocha.

Nos últimos 12 meses até junho passado, mais de 395.000 pessoas visitaram o Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta, 20% a mais que no ano anterior, segundo a Parks Australia. Cerca de 13% deles escalaram Uluru.

Apesar de o Parque Nacional Uluru–Kata Tjuta ter experimentado um aumento no número de visitantes depois da proibição de escalada ter sido anunciada, a porcentagem de visitantes que tentaram escalar tem diminuído ao longo das últimas décadas à medida que se espalhou a consciência do pedido dos proprietários tradicionais para que a paisagem seja tratada com respeito.

Para os proprietários aborígenes da rocha, cuja ocupação daqui já tem dezenas de milhares de anos, essa é uma decisão importante, que eles sonharam e trabalharam para conseguir por décadas. Para eles, Uluru é um lugar intensamente sagrado e uma ligação potente com espíritos ancestrais que moldaram o território, registra o National Geographic Brasil.

Anúncios