Pelo menos um milhão de pessoas se reuniram pacificamente, na sexta-feira (25),  no centro da capital chilena para exigir igualdade em todas as frentes. É a maior concentração registrada no país desde o retorno à democracia em 1990.

Foi o rosto festivo de uma profunda agitação social, produto da frustração dos chilenos que se sentem fora do caminho do desenvolvimento da democracia.

O presidente chileno apresentou nesta sexta-feira um projeto para aumentar as pensões dos aposentados mais vulneráveis e anunciou que a reforma incluirá uma contribuição de 5% do salário dos trabalhadores pago pelo empregador, percentual superior ao inicialmente levantado. O aumento das pensões é uma das medidas da agenda social de Piñera.

O presidente reiterou que a reforma elevará em 20% a pensão básica de solidariedade que o Estado concede a quase 600.000 aposentados que não têm poupança e fazem parte dos 60% mais pobres da população. Atualmente, eles recebem uma pensão de cerca de 150 dólares por mês.

Cúpulas internacionais mantidas

A cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para novembro, e a Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP25), em dezembro, ambas em Santiago, serão mantidas, disse  o ministro das Relações Exteriores, Teodoro Ribera.

Apesar das dúvidas geradas pelas dificuldades do Governo para frear os distúrbios, Ribera informou que os 21 países participantes do fórum econômico foram contatados, e “nenhum apresentou reparos a vir ao Chile”. Com informações do El país

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