A diplomata japonesa Sadako Ogata faleceu aos 92 anos de idade. Ela foi a primeira japonesa a se tornar Alta Comissária das Nações Unidas para Refugiados.

Ogata nasceu em Tóquio, em 1927. Seu pai era diplomata e ela passou a infância no exterior.

Após se formar pela Universidade do Sagrado Coração, no Japão, Sadako Ogata foi para os Estados Unidos, onde fez doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Em 1976, Ogata se tornou a primeira japonesa a assumir o cargo de ministra da Missão Permanente do Japão junto às Nações Unidas.

Já sua gestão como chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados durou dez anos, de 1991 a 2000.

Foi um período turbulento em que o colapso da Iugoslávia e da União Soviética gerou conflitos regionais. Houve, também, o genocídio em Ruanda. A postura da diplomata japonesa era de ir pessoalmente às regiões afetadas e testemunhar, em primeira mão, a situação do grande número de refugiados obrigados a deixarem seus lares para trás.

Pouco depois de se tornar alta comissária, 1,4 milhão de curdos deslocados no norte do Iraque tiveram sua entrada recusada na Turquia. Isso motivou Ogata a iniciar uma mudança nas políticas da agência da ONU para refugiados, acrescentando ao seu mandato pessoas deslocadas internamente por causa de conflitos.

De 2003 a 2012, Sadako Ogata foi presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). *NHK (emissora pública do Japão)