A promotora Simone Sibilio, do Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou hoje que o porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro mentiu, ao dizer, em depoimento, que um dos suspeitos de matar Marielle Franco pediu para ir à casa do presidente, no Rio, no dia do crime.

Em entrevista à imprensa no Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga o assassinato, Sibilio disse que teve acesso à planilha da portaria e às gravações do interfone.

O porteiro havia dito que o suspeito de matar Marielle pediu para ir à casa do presidente no dia do crime. Mas a promotora afirma que provas descartam essa afirmação. A pedido de Moro, PGR vai investigar depoimento.

Ainda em depoimento à polícia, o porteiro disse que, nas duas vezes em que ligou para a casa 58, identificou a voz no interfone como sendo a do “Seu Jair”. No entanto, os registros de presença da Câmara dos Deputados constam que Bolsonaro estava em Brasília naquela data.

Segundo Simone Sibilio, os documentos obtidos pela investigação comprovam que, na verdade, o porteiro interfonou para a casa de número 65 e que o acesso de Élcio ao condomínio foi autorizado por Lessa, com quem ele de fato se reuniu naquela tarde, informa a Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha.

“Todas as pessoas que prestam falso testemunho podem ser processadas”, acrescentou Sibilio, que é chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).