O Senado francês decidiu na quarta-feira  (30) por uma esmagadora maioria a favor da União Européia que reforça as sanções contra os responsáveis ​​por violações de direitos humanos na Venezuela.

Na sua proposta de resolução, adotada por 324 senadores a favor e 15 contra, a câmara francesa também pede à França que se junte aos seis países que processaram o regime venezuelano no regime venezuelano por alegadas violações de direitos humanos.

O objetivo da resolução é, antes de tudo, que seja prestada atenção aos fundos da Venezuela e às sanções aplicadas aos responsáveis ​​e seus familiares indicados pela União Europeia.

Além disso, a França monitora os possíveis vínculos de dinheiro da Venezuela com o tráfico de drogas e atividades terroristas.

O autor da proposta, o parlamentar centrista Olivier Cadic, justificou a iniciativa, considerando que a Venezuela se tornou uma ditadura feroz. “Nicolás Maduro, e seu apoio militar, perseguem, aprisionam, desaparecem e matam a população”, afirmou.

Cadic insistiu que Maduro é um presidente ilegítimo desde maio de 2018 e que o único poder democraticamente eleito que resiste é a Assembléia Nacional e seu presidente, Juan Guaidó, presidente responsável até que eleições realmente livres sejam organizadas.

Os senadores de todos os setores apoiaram a resolução, exceto os do Grupo de Comunistas, Cidadãos Republicanos e Ecologistas. Neste último, 14 se opuseram ao texto, o que o ecologista Estheer Benbassa fez.

Em nome do governo, a secretária de Estado para os Assuntos Europeus, Amélie de Montchalin, disse que concorda com a análise da situação e com a necessidade de pressionar as autoridades venezuelanas.

Mas Montchalin justificou sua posição divergente sobre a idéia de ingressar nos seis países que solicitaram a intervenção do TPI, porque, por exemplo, para estabelecer os fatos, todas as partes, o governo e a oposição teriam que aceitar seu trabalho. *El Nacional

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