O Grupo de Contato Internacional sobre a Venezuela pediu nesta sexta-feira (01) para retomar as negociações entre Nicolás Maduro e a oposição. Ele alertou que o status quo não é uma opção.

“No momento não há sinais de um processo político sério para uma saída pacífica e democrática da crise na Venezuela”, afirmou o comunicado.

O grupo reúne países da União Europeia (Grã-Bretanha, França, Alemanha, Espanha e Itália) e América Latina (México, Bolívia, Equador, Costa Rica e Uruguai).

A newsletter conjunta da GIC e da Comissão Europeia é o resultado de uma conferência realizada esta semana em Bruxelas entre a ONU e a União Europeia.

Especialistas disseram que o número de venezuelanos que deixarão o país chegará a 6,5 ​​milhões no próximo ano.

Os Estados Unidos, que estão fortalecendo suas sanções contra o regime de Nicolás Maduro e incentivando a União Europeia a fazer o mesmo, apóiam o presidente interino da República Juan Guaidó. Mas o oficial, que tem o apoio do Exército, além de Rússia, China e Cuba, se recusa a convocar eleições presidenciais verificáveis.

As negociações entre representantes de Maduro e Guaidó patrocinadas pela Noruega falharam em agosto passado. Maduro convocou uma mesa de diálogo com algumas partes minoritárias.

O GIC alertou em seu texto que seguir caminhos como a tabela de diálogo nacional ou recorrer a meios não políticos para permanecer no poder não permite as soluções sustentáveis ​​necessárias.

O grupo também exigiu que o regime libertasse todos os presos políticos. Além disso, isso respeita a imunidade dos deputados do Parlamento controlados pela oposição.

Por outro lado, a GIC confirmou que o enviado da União Européia para a Venezuela, Enrique Iglesias, retornará em breve ao país para conversar com todas as partes. *El Nacional