Três analistas, no programa Foro, comentaram à Voz da America sobre o principal mecanismo de receita do regime Maduro.
Martín Rodín, especialista em controle do crime organizado e narcotráfico, escritor e jornalista investigativo, especialista em crimes transnacionais e segurança hemisférica, Leonardo Coutinho, comissário aposentado do Corpo de Investigações Criminais e Criminais da Venezuela (CICPC) e Víctor Amram, comissário aposentado do CICPC, compartilharam suas opiniões exclusivamente para a Voz da América.

Os analistas concordaram que os governos da Venezuela e Cuba patrocinam o tráfico de cocaína para financiar atividades de instabilidade nos países da região e, segundo eles, violam as instituições democráticas do continente.

“O que temos agora é o papel que a Venezuela desempenha, como um estado e não como um país que possui organizações criminosas, mas como um estado que patrocina isso”, disse Rodin.

Para Leonardo Coutinho, a Venezuela vai além do narco-estado.

“Na Venezuela, a destruição vem dos traficantes de drogas. O Estado venezuelano faz tráfico de drogas ” , disse Coutinho, que também responsabilizou Hugo Chávez pela criação de uma rede de tráfico de drogas para apoiar a chamada” revolução “.

Chávez criou uma rota muito forte de cocaína para o Triângulo Norte, para a América Central e o México. Ele fez isso em conjunto com Cuba, como forma de criar instabilidade na região para afetar os Estados Unidos”, afirmou o especialista.

Nesse ponto, Victor Amram concordou  que o ex-presidente Hugo Chávez foi o criador do que hoje é conhecido como “narco-estado moderno”.

“O que Chávez fez foi tirar proveito de toda a corrupção que a Venezuela tem, toda a deterioração que já existia e o que ela faz é aperfeiçoá-la .

Chávez foi o iniciador desse mix de todos os canais: drogas, tráfico de drogas, corrupção, invasão política e invasão militar”, afirmou Amram.

Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, o tráfico de cocaína representa uma receita anual de mais de 90 bilhões de dólares, informa o site Venepress.
Artigo completo em La Voz de América 
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