Beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prisão após condenação em segunda instância, o ex-presidente Lula (PT), ao encontrar simpatizantes, criticou a força-tarefa da Lava Jato.

Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a reformas feitas em seu benefício pela Construtora OAS em um apartamento tríplex no Guarujá (SP), Lula é um dos quase 5 mil presos beneficiados por alteração da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que agora não mais permite o cumprimento automático de pena de condenados em duas instâncias judiciárias.

Há tempos numa cruzada contra a força-tarefa da Lava-Jato, o petista fez ataques a membros do judiciário e da Polícia Federal.

“Se pegar o Dallagnol,  Moro, alguns delegados que fizeram inquérito, enfiar um dentro do outro e bater no liquidificador, o que sobrar não é 10% da honestidade que eu represento neste País”, disse o ex-presidente, referindo-se aos agentes como “lado podre” de instituições que trabalharam, em seu entendimento, “para tentar criminalizar a esquerda, o PT e o Lula”.

Lula agradeceu a lideranças petistas no palco e citou partidos como Psol, PCdoB e PCO, ensaiando a reorganização de sua base política. Para o ex-presidente, o petista Fernando Haddad não foi eleito presidente no ano passado “porque a eleição foi roubada”.

Para o petista, Bolsonaro foi eleito “com base em fake news e mentira”.

 

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