O presidente boliviano, Evo Morales, declarou no fim da tarde deste domingo (10) a renúncia ao cargo. O comunicado foi feito pela televisão, horas após as Forças Armadas e a polícia do país sugerirem que ele deixasse o posto. O vice-presidente, Álvaro García Linera, também desocupa o cargo.

“Renuncio a meu cargo de presidente para que (Carlos) Mesa e (Luis Fernando) Camacho não continuem perseguindo dirigentes sociais”, disse Morales em discurso televisionado, referindo-se a líderes opositores que convocaram protestos desde o dia seguinte às eleições de 20 de outubro.

Nas últimas três semanas, desde as eleições que poderiam reconduzir Morales ao quarto mandato, a Bolívia foi tomada por protestos.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o avião presidencial decolou do aeroporto de El Alto, em La Paz, onde o presidente estava desde a manhã do domingo, alimentando especulações de que ele poderia estar deixando o país. Em vez disso, porém, aterrissou no aeroporto de Chimoré, perto de Cochabamba, um reduto político de Morales, onde este tem uma casa.

 

 

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