O ex-presidente Lula, após deixar a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, na última sexta-feira (8), onde se encontrava preso, discursou em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, no interior de São Paulo, na tarde de sábado.

Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil precisa se inspirar nos movimentos que acontecem no Chile e ir para às ruas, “não apenas se defender, mas atacar”, criticou a política econômica do governo, atribuiu ao presidente Bolsonaro uma atuação “para milicianos” e reclamou da imprensa.

Diante da gravidade do pronunciamento, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou, neste sábado (9), que o discurso de Lula, em São Bernardo do Campo, incitou a violência, agrediu instituições do Brasil e ofendeu o presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Lula, em seu discurso, mostra quem é e o que deseja para o país. Incita a violência (cita povo do Chile como exemplo), agride várias instituições”, escreveu o general na rede social Twitter.

Heleno acrescentou que o discurso do petista também ofende o presidente Bolsonaro ao mostrar “desconhecimento sobre carreira militar”.

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