Os terroristas da Faixa de Gaza dispararam dezenas de foguetes no sul e no centro de Israel na manhã desta terça-feira, após uma operação da IDF que matou o principal comandante da Jihad Islâmica Baha abu al-Ata.

A Jihad Islâmica disse que outro de seus funcionários, Akram Al-Ajouri, foi alvejado em Damasco, onde reside a liderança da organização.

O Hamas apoiado pelo Irã disse que montaria uma “resposta sem precedentes” à medida de Israel, dizendo que o Estado judeu “abriu os portões do inferno”.

Até o meio dia, mais de 150  foguetes foram lançados de Gaza em direção a áreas civis em Israel, com o  Iron Dome interceptando 60 foguetes, disseram as IDF.

O comando da IDF Homefront declarou um estado de emergência nessas áreas, ordenando que escolas e empresas fechem.

Os militares também fecharam algumas estradas próximas à Faixa de Gaza e o serviço ferroviário para a área foi suspenso. Os militares proibiram ainda eventos públicos de mais de 100 pessoas no sul e no centro de Israel.

Segundo o Instituto Britânico de Comunicações Israel, uma delegação de oficiais de inteligência egípcios deve chegar a Israel e Gaza para ajudar a mitigar a crise.

Em um comunicado, o exército israelense disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia autorizado a operação contra Al-Atta, culpando-o pelos recentes ataques com foguetes, zangões e franco-atiradores contra Israel e tentativas de infiltrações no país.

“Abu Al-Ata foi responsável pela maior parte da atividade da Jihad Islâmica Palestina na Faixa de Gaza e foi uma bomba-bomba”, disse o comunicado, acusando Al-Ata de planejar “ataques terroristas iminentes por vários meios”. *Com informações do jornal Israel Hayom