Reunidos em Brasília na 11ª cúpula do BRICS, entre os dias 13 e 14 de novembro, o Conselho Empresarial do grupo aproveitou o evento deste ano para tentar aumentar a cooperação entre os países em diversas áreas.

Na reunião do Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS), realizada na quarta-feira (13), em Brasília, os líderes empresariais dos cinco países divulgaram as 23 propostas do setor privado que foram apresentadas aos chefes de Estado.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou o fato do BRICS já estar “amadurecido”.

“Nós temos 10 anos de BRICS e isso já está dando um amadurecimento para a gente começar a saber tratar dos assuntos. Não adianta a gente tratar assuntos de interesse próprio entre um país e outro para que três outros aceitem esse interesse. Nós temos que descobrir aquilo que vai caminhar, aquilo que pode virar depois uma proposta”, disse.

Segundo Abijaodi, é importante que as propostas atendam ao interesse dos cinco países do BRICS.

“É importante nesse momento a gente esquecer a relação bilateral, porque essas serão tratadas nos diálogos bilaterais, e procurar aquilo que pode trazer realmente fruto para a relação dos cinco países”, destacou.

Durante o fórum empresarial, o ministro da Infraestrutura do Brasil, Tarcísio de Freitas, disse que o Brasil espera contar com o investimento dos países do bloco na malha ferroviária.

Carlos Abijaodi acentuou que esse é um desejo do Brasil e que a Rússia tem muito a contribuir.

“A Rússia é um grande fabricante de ferrovias, é um grande construtor de ferrovias, então nessa parte de logística a Rússia é muito forte. Ela pode oferecer isso para o Brasil, nós estamos precisando disso. Nós temos o interesse da Rússia de estar presente nas licitações, espaço existe. No Brasil existe muito espaço”, completou.

Em 2020, a cúpula será em São Petersburgo, na Rússia. *Com informações da agência de notícias Sputnik