Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente palestino, Mahmud Abbas, disse que “o governo americano não está qualificado ou autorizado para cancelar as resoluções do direito internacional e não tem o direito de conceder legalidade a qualquer acordo israelense”, quanto aos assentamentos.

O secretário de Estado Mike Pompeo anunciou na segunda-feira (18) que a Casa Branca “estudou cuidadosamente” a política dos EUA sobre os assentamentos de Israel na Judéia e Samaria e chegou à conclusão de que “não é inconsistente” com o direito internacional.

A União Européia disse que continuava acreditando que a atividade de assentamentos israelenses na Cisjordânia era ilegal sob o direito internacional e corroía as perspectivas de paz duradoura.

“A UE pede a Israel que encerre todas as atividades de assentamentos, de acordo com suas obrigações como potência ocupante”, disse a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, em comunicado.

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassim, em comunicado, disse que “esses assentamentos, como a ocupação, são ilegítimos e nossa resistência continuará sua luta até que sejam destruídos, a ocupação seja expulsa e nosso povo retorne à terra da qual foi expulso”.

Uma declaração divulgada pelo presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas em Ramallah disse que “a declaração do Secretário de Estado Pompeo é infundada, inaceitável, condenada e totalmente em contravenção ao direito internacional e às decisões internacionais que rejeitam a construção de assentamentos, especialmente a resolução 2334 do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Saeb Erekat, secretário-geral do Comitê Executivo da Organização de Libertação da Palestina, pediu à comunidade internacional que recue contra a declaração de Pompeo.

“A partir de agora, a comunidade internacional deve tomar todas as medidas necessárias para responder e impedir esse comportamento irresponsável dos EUA, o que representa uma ameaça à estabilidade, segurança e paz globais”, afirmou Saeb.

Israel elogiou a mudança de política. Uma declaração do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a medida “reflete uma verdade histórica” ​​e “corrige um erro histórico. O governo Trump rejeitou claramente a falsa alegação de que os assentamentos israelenses na Judéia e Samaria são inerentemente ilegais sob a lei internacional”.

O Conselho de Segurança da ONU disse que se reunirá na quarta-feira (20) para discutir o anúncio de Pompeo sobre a legalidade dos assentamentos. *Com informações do jornal Israel Hayom