A oposição venezuelana chegou a um acordo com os credores de um título da companhia estatal de petróleo PDVSA para impedir que os administradores controlassem o Citgo, a subsidiária americana da empresa com sede em Caracas, de acordo com documentos judiciais.

O conselho da PDVSA nomeado pela Assembléia Venezuelana, nas mãos da oposição, processou judicialmente os grupos financeiros do MUFG Union Bank e da Glas Americas por considerar os títulos inválidos, relata a AFP.

As partes informaram a juíza do caso, Katherine Polk Failla, que chegaram a um “contrato de extensão” e estabeleceram um calendário que vai até 5 de maio de 2020.

O documento foi arquivado pelo Tribunal em 15 de novembro.

Desde fevereiro, o Citgo é chefiado por um conselho nomeado pelo presidente encarregado, Juan Guaidó, a quem o governo Trump cedeu o controle da empresa este ano.

Em outubro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma ordem que impede que os credores da Venezuela assumam o controle do Citgo.

Essa proteção do governo dos EUA – que dura até 22 de janeiro – foi emitida antes do vencimento iminente de um pagamento de 913 milhões de dólares.

Russ Dallen, especialista da Caracas Capital Markets, com sede em Miami, disse à AFP que isso significa que nem o administrador nem o agente colateral irão apreender 50,1% das ações do Citgo que foram colocadas como garantia.

“Por seis meses, o Citgo está livre dos credores do título PDVSA 2020”, disse Dallen.

A empresa, refinadora e comerciante de combustíveis essenciais para a PDVSA antes de Washington impor severas sanções à companhia estatal de petróleo em janeiro, é vista pela oposição como um “motor” econômico para uma possível Venezuela pós-Maduro.

Na terça-feira, o parlamento venezuelano autorizou o uso de US $ 3,5 milhões para defender casos no exterior. *NTN24