O protesto que há meses toma conta das ruas do Hong Kong tem agora uma expressão política. O movimento pró-democracia ganhou 86% dos 452 lugares no Conselho Distrital do território.

No único ato eleitoral com contornos de sufrágio direto e universal em Hong Kong, a abstenção ficou abaixo dos 30%.

Para Kelvin Lam, candidato eleito de um partido pró-democracia “os eleitores estão descontentes pela forma como o governo lidou com os protestos, especialmente nos últimos cinco meses” e que “a população de Hong Kong devia capitalizar estes resultados, pedindo mais democracia no futuro.”

Os candidatos do movimento pró-democracia ganharam pelo menos 390 dos 452 assentos no Conselho Distrital. Há quatro anos tinham apenas 100.

Carrie Lam, a Presidente do Governo de Hong Kong, já veio dizer que o executivo vai “ouvir com humildade a opinião dos eleitores e refletir de maneira séria sobre o resultado”.

Na ruas não faltou quem atribuísse a estas eleições o valor de referendo, mas Regina Ip, membro do Conselho executivo de Hong Kong considera que isso não passa de uma tentativa de “politização pura das eleições locais.”