Grupo armado tentou invadir cidade localizada próxima a fronteira com os Estados Unidos. Ataque teria sido organizado pelo Cartel do Noroeste. Vários civis estão desaparecidos.

Um confronto entre a polícia e traficantes numa cidade mexicana próxima a fronteira com os Estados Unidos, no estado Coahuila, deixou neste sábado (30) pelo menos 14 mortos.

O confronto ocorreu uma pequena localidade chamada Villa Unión, que fica a 65 quilômetros de Piedras Negras, que faz fronteira com os Estados Unidos. O tiroteio durou mais de uma hora.

O governador do estado mexicano de Coahuila, Miguel Angel Riquelme, confirmou que pelo menos 14 pessoas morreram e seis ficaram feridas em um tiroteio entre membros de um cartel de drogas e a polícia em Villa Unión.

Riquelme disse ainda que o grupo armado invadiu a cidade de 3 mil habitantes num comboio de caminhonetes, atacando escritórios governamentais e obrigando as forças estaduais e federais a intervir. Dez supostos membros do Cartel do Noroeste, que surgiu de uma divisão do cartel de Los Zetas, foram mortos pela polícia, acrescentou.

Em comunicado, a Secretaria de Segurança afirmou que o governo responderá “com força total” a ações como essa e disse que “o combate a grupos criminosos é permanente”. “Não se permitirá que esses bandos entrem no território do estado”, diz o texto.

O surto de violência ocorreu em meio a uma escalada de tensão nas relações bilaterais entre México e EUA. Numa entrevista na terça-feira, Trump disse que planejava declarar os cartéis mexicanos organizações terroristas, provocando preocupações de que a medida seria um pretexto para uma intervenção no país vizinho.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, respondeu que não aceitaria uma intervenção estrangeira no país para lidar com os violentos cartéis. Ele destacou que o México tem a capacidade de resolver o problema. Após o ataque em Villa Unión, Riquelme endossou a posição de López Obrador.

“Não acho que o México precise de intervenção. O México precisa de colaboração e cooperação. Estamos convencidos que o Estado tem poder para superar os criminosos”, disse o governador que é de um partido de oposição.

A taxa de homicídios no México subiu 2% nos primeiros 10 meses da presidência de López Obrador.  Até agora, em 2019, as autoridades mexicanas contabilizam 29.414 assassinatos, contra 28.869 no mesmo período de 2018. *Com informações da DW