O presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, disse no domingo (01) que continuará as investigações para esclarecer os casos de corrupção nos quais alguns membros da Assembléia Nacional estão ligados.

Um grupo de parlamentares foi escolhido para encobrir a corrupção por Alex Saab, Álvaro Pulido e Carlos Lizcano. Os réus foram demitidos de seus postos pelas partes da Primeira Justiça e Vontade Popular por meio de comunicados de imprensa divulgados no domingo. 

Antes das acusações, Guaidó afirmou que fará todo o necessário para alcançar a verdade neste caso e enfatizou que os casos de corrupção são individualidades no Parlamento. Ele disse que a investigação o levará à discussão na terça-feira na reunião do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

“Temos várias suspeitas, convidamos todos os setores a fazer parte dessa investigação”, afirmou. “Algumas das informações que temos hoje e, portanto, agimos”, acrescentou.

Ele também comemorou a posição dos partidos Vontade Popular e Primeira Justiça que sancionaram seu vice. Ele explicou que os réus serão separados de suas responsabilidades na Assembléia, mas cessarão suas posições quando sua imunidade parlamentar for rompida. 

Ele apoiou a investigação da imprensa: “O trabalho da imprensa livre é fundamental na ditadura”. Ele afirmou que a imprensa livre desempenha um papel importante nas investigações e na obtenção de casos como esses. 

Por seu lado, afirmou que se trata de individualidades, descartou que todo o Parlamento esteja envolvido em casos de corrupção, relacionados ao regime de Nicolás Maduro.

“Confio plenamente que a maioria dos deputados seja firme antes da ditadura”, afirmou. *Venepress