O governo cubano, por meio de sua chancelaria, emitiu nesta terça-feira (03) uma nota oficial em que afirma que a América Latina é alvo de uma ofensiva hegemônica dos Estados Unidos, que tenta eliminar modelos progressistas na região.

Havana também rechaçou as acusações do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, de que Cuba e Venezuela estariam por trás das manifestações.

“O presidente Donald Trump proclama a validade da Doutrina Monroe e apela ao Macartismo para preservar o domínio imperialista sobre os recursos naturais da região, impedir o exercício da soberania nacional e as aspirações à integração e cooperação regionais; trata de tentar restabelecer sua hegemonia unipolar em escala global e hemisférica; eliminar modelos progressistas, revolucionários e alternativos ao capitalismo selvagem; reverter as conquistas políticas e sociais e impor modelos neoliberais, independentemente do Direito Internacional, das regras do jogo da democracia representativa, do meio ambiente ou do bem-estar dos povos”, diz o texto.

“[Pompeo] Deturpa e manipula a realidade e oculta, como elemento central da instabilidade regional, a intervenção permanente dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe”, afirma a nota.  

Na opinião do governo cubano, “os protestos legítimos e as massivas mobilizações populares registradas no continente, particularmente no Estado Plurinacional da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Brasil, são causados pela pobreza e pela crescente desigualdade na distribuição da riqueza; a certeza de que as fórmulas neoliberais agravam a insustentável vulnerabilidade social; a ausência ou precariedade dos serviços de saúde, educação e previdência social; os abusos contra a dignidade humana; restrição ao emprego e direitos trabalhistas; a privatização, o custo e o cancelamento de serviços públicos e o aumento da insegurança cidadã”.  

O governo cubano afirma que o país “continuará trabalhando no caminho da integração de Nossa América, que inclui a realização de todos os esforços para que a Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), continue promovendo os interesses comuns de nossas nações, fortalecendo Unidade dentro da diversidade”.  

O documento termina reafirmando o compromisso de Cuba de manter a “resistência inabalável de seu povo, juntamente com a vontade de defender a unidade da nação, suas conquistas sociais, sua soberania e independência e o socialismo ao preço que for necessário”. *Opera Mundi