A depressão Elsa atingiu Portugal em força esta quinta-feira com muita chuva e ventos fortes, que provocaram a queda de árvores, o corte de estradas, o cancelamento de voos e ligações marítimas.

Além dos prejuízos significativos, o mau tempo foi já responsável pela morte de pelo menos duas pessoas. Nove distritos – Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Braga, Porto, Vila Real e Viana do Castelo – foram ainda colocados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em alerta vermelho.

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Diversas infraestruturas, como o museu MAAT, em Lisboa, ou a Casa da Arquitetura, em Matosinhos, ficaram danificadas e vão ficar encerradas nos próximos dias para avaliação e reparação dos danos.

 Em Lisboa, parte da estrutura do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – cedeu devido ao mau tempo.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, já se registaram cerca de 3.000 ocorrências. As autoridades adiantaram também o risco de cinco rios poderem exceder o limite de caudal e provocarem novas inundações.

A rede elétrica foi também fortemente afetada, deixando várias localidades sem energia. De acordo com o comunicado da EDP Distribuição divulgado ao final da tarde, “face ao agravamento das condições atmosféricas (…), [a empresa] reforçou as suas equipas operacionais no terreno, encontrando-se, neste momento, cerca de 1.200 operacionais com o apoio de 700 viaturas a realizar os trabalhos de reposição do fornecimento de energia elétrica, debaixo de condições meteorológicas adversas, em particular fortes rajadas de vento e chuvas intensas”.

Os efeitos da Elsa devem abrandar nesta sexta-feira, mas no sábado o país será afetado pela depressão Fabien, que deverá ter um impacto menor no território, estando previstos intensos períodos de chuva e fortes rajadas de vento.