O governo colombiano rejeitou “fortemente” as acusações do governo de Nicolás Maduro sobre uma possível participação do executivo de Iván Duque no assalto, na manhã de domingo, a uma unidade militar venezuelana no estado de Bolívar.

Conforme Maduro, os supostos autores do ataque ao quartel estavam em um centro paramilitar de treinamento dirigido pelo “exército colombiano sob o comando de Iván Duque”.

Ainda, segundo a versão de Maduro, os supostos assaltantes saíram há duas ou três semanas. através do Equador e depois do Peru, onde “receberam dinheiro e instruções de grupos terroristas endossados ​​pelo governo peruano” e empreenderam “uma longa viagem a Manaus, Brasil” e lá foram “recebidos pelos protetores do governo de Jair Bolsonaro” e depois chegaram “à fronteira do Brasil com a Venezuela”.

O  presidente venezuelano, em uma reunião do governo com seus ministros, exigiu que “as autoridades brasileiras” capturassem os supostos agressores que roubaram as armas e “as devolvam às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas”.

Por meio de comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores , o governo colombiano criticou as “acusações infundadas e maliciosas” feitas pelo presidente Nicolás Maduro.

Além da Colômbia, o Peru e o Brasil também negaram essas acusações de Maduro.

“O Brasil nega qualquer participação no episódio”, escreveu o Ministério das Relações Exteriores em comunicado divulgado segunda-feira sem dar mais detalhes.

“Rejeitamos as falsas expressões de Jorge Arreaza, nas quais ele pretende vincular o Peru e o Grupo Lima a ações violentas na Venezuela”, afirmou Gustavo Meza-Cuadra, Ministro das Relações Exteriores do Perú.

Por sua vez, o Peru manifestou novamente interesse em contribuir para uma solução pacífica para a grave crise política, econômica e humanitária na Venezuela e também negou qualquer conexão com esses eventos, informa o site Voz da América.