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Chile critica presidente da Argentina por opinar sobre crise no país

O governo do Chile pediu nesta segunda-feira (23) ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, que não opine sobre a crise que abala o país desde outubro.

O posicionamento do governo de Sebastián Piñera ocorre depois de Fernández ter afirmado que a comunidade internacional faz menos críticas às violações aos direitos humanos cometidas durante a crise chilena se comparadas às denúncias feitas contra a Venezuela.

Em comunicado, o governo do Chile explicou que o ministro de Relações Exteriores do país, Teodoro Ribera, ligou para o chanceler da Argentina, Felipe Solá, e expressar “surpresa” pelos comentários de Fernández.

Além disso, segundo a nota, Ribera teria lembrado a Solá sobre a “conveniência de não emitir opiniões sobre situações internas dos respectivos países”.

Em entrevista a uma emissora de TV argentina, Fernández afirmou que a comunidade internacional “fala menos” das violações aos direitos humanos cometidas no Chile durante o protestos contra o governo de Piñera.

“Lembrei há alguns dias de quando recebi organizações de direitos humanos venezuelanas em 2013, quando (Nicolás) Maduro, depois de uma manifestação, prendeu 800 pessoas. Piñera colocou na cadeia 2,5 mil pessoas e não ocorre nada, ninguém diz nada”, afirmou Fernández.

“Quero deixar claro que tenho um bom relacionamento com Piñera e se puder ajudá-los a sair desse momento vou ajudar com o que estiver no meu alcance. Mas sejamos justos e digamos tudo”, completou o peronista.

Na nota, o governo do Chile respondeu que as instituições do país têm o poder de prender, investigar, julgar e condenar os responsáveis pelos possíveis crimes cometidos durante as manifestações.

A repressão violenta aos protestos no Chile já foi criticada pela ONU e por várias organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch. Desde o início do movimento em outubro, 24 pessoas morreram, sendo que cinco delas foram vítimas de agentes do Estado.

O Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile já apresentou 943 denúncias contra as forças de segurança. Do total, 750 são casos de tortura.

Piñera reconheceu que houve “abusos pontuais”, mas negou haver uma política sistemática de ataque aos manifestantes. *EFE

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