Pelo menos oito civis, incluindo cinco crianças, morreram na sequência de ataques aéreos russos sobre uma aldeia do noroeste da Síria que abrigava deslocados, informou nesta terça-feira (24) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Segundo o OSDH, os ataques aéreos tiveram como objetivo a aldeia de Joubass, perto da localidade de Saraqeb, no sul da província de Idleb, tendo provocado a morte de civis que tinham encontrado refúgio numa escola e nos arredores.

Desde 16 de dezembro, as forças do regime, apoiadas pela aviação russa, intensificaram os bombardeamentos nesta região, enquanto combatem violentamente no solo grupos de ‘jihadistas‘ e rebeldes.

A partir de quinta-feira, as forças do regime assumiram o controlo de 46 aldeias no setor, indicou o OSDH, adiantando que as mesmas se estão a aproximar de uma cidade chave no sul de Idleb.

“As forças do regime estão a partir de agora a quatro quilómetros de Maaret al-Noomane“, indicou à AFP o diretor do OSDHRami Abdel Rahmane.

A região de Idleb, composta em grande parte pela província com o mesmo nome e segmentos de províncias vizinhas de Alepo e Lattaquié, é dominada pelos ‘jihadistas‘ do grupo Hayat Tahrir al-Cham (HTS).

O regime sírio, que controla a partir de agora mais de 70% do território, afirmou que está determinado a reconquistar a região de Idleb.

Damasco e Moscovo lançaram uma ofensiva entre abril e agosto na região, tendo matado mais de um milhar de civis segundo a OSDH e provocado mais de 400.000 deslocados segundo a ONU, antes do início de uma trégua no final de agosto.

Mas os bombardeamentos e combates no solo continuaram apesar do cessar-fogo, matando várias centenas de civis e combatentes.

O Exército turco também está em Idleb em virtude de um acordo concluído em 2018 entre Moscovo e Ancara para evitar uma ofensiva do poder de Damasco contra a região.

Grandes potências e países da região estão envolvidos no conflito na Síria, que se iniciou em 2011 pela repressão de manifestações pro democracia pelo regime de Damasco.

A guerra provocou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados, registra o site Notícias ao Minuto.