O governo chinês se comprometeu, na segunda-feira (23), a continuar apoiando as pequenas empresas em 2020, as mais dinâmicas na criação de emprego, em meio a uma desaceleração econômica acentuada por uma guerra comercial com Washington.

O crescimento do gigante asiático caiu para 6% no terceiro trimestre de 2019, seu nível mais baixo em 27 anos, enquanto Pequim enfrenta há quase dois anos um conflito comercial com os Estados Unidos.

Esta confrontação, que se materializa em tarifas punitivas recíprocas sobre bilhões de dólares de comércio anual, prejudica o crescimento chinês, que depende em grande medida das exportações.

Em um contexto econômico tenso, o premiê Li Keqiang se declarou ontem “muito preocupado com o financiamento das micro e pequenas empresas”, segundo declarações da agência oficial de notícias Nova China.

As empresas privadas são as mais dinâmicas na China para criar postos de trabalho, mas têm dificuldades de acesso a crédito, concedidos prioritariamente aos grupos públicos, apesar de sua baixa rentabilidade.

O governo “aumentará seu apoio aos bancos pequenos e médios” que servem diretamente a estas empresas, garantiu Li, citado pela Nova China.

O premiê destacou uma futura diminuição das reservas que os bancos são obrigados a manter. Esta medida deve permitir liberar liquidez para emprestar mais às empresas privadas. Nenhum calendário foi divulgado. *AFP