Manifestantes atacaram a embaixada dos EUA na capital iraquiana nesta terça-feira (31) em reação aos ataques aéreos norte-americanos realizados contra bases da milícia xiita Kataib Hezbollah (KH),no fim de semana.

Um fluxo de homens em uniforme militar, assim como algumas mulheres, marcharam através de postos de controle que geralmente restringem o acesso à Zona Verde de alta segurança de Bagdá.

Os manifestantes agitavam bandeiras em apoio ao Hashed al-Shaabi, uma rede de grupos armados amplamente incorporados às forças de segurança. Eles gritaram “Morte à América” ​​enquanto queimavam bandeiras dos EUA. 

Vários seguravam cartazes pedindo que a embaixada fosse fechada e que o parlamento ordenasse que as forças americanas deixassem o país.

No domingo, pelo menos 25 combatentes de uma facção radical Hashed conhecida como Kataeb Hezbollah (Brigadas do Hezbollah) foram mortos em ataques aéreos nos EUA em uma base no oeste do Iraque.

Os ataques à embaixada foram uma resposta à escalada de ataques com foguetes nas bases iraquianas, onde as forças dos EUA estão posicionadas.

Os ataques não foram reivindicados, mas as avaliações de segurança dos EUA os culparam amplamente o Hezbollah do Kataeb.

O embaixador dos Estados Unidos no Iraque e outros membros da equipa diplomática foram retirados da embaixada em Bagda por razões de segurança.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em sua conta no Twitter, acusou o Irã de estar por trás da invasão da Embaixada e instou as forças iraquianas a defenderem a Embaixada dos EUA em Bagdá. i24News/AP