O ataque coordenado pelos EUA contra um aeroporto em Bagdá, no Iraque, na quinta-feira (2), matou Qasem Soleimani, o chefe da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã, um dos militares mais poderosos do grupo,  considerado terrorista pelos Estados Unidos e Israel.

De acordo com vários meios de comunicação americanos, foi realizado por um drone americano que atingiu dois veículos que levavam Soleimani, líder dos Guardiões da Revolução, o exército ideológico da república islâmica, em uma estrada de acesso ao aeroporto internacional de Bagdá.

O ataque aéreo também teria vitimado Abu Mahdi al-Muhandis, comandante de milícia do Iraque, apoiada pelo Irã, e Naim Qassem, segundo na linha de comando do Hezbollah no Líbano.

Nesta sexta-feira, o Supremo Líder do Irã, Ali Khamenei, anunciou que seu posto será ocupado pelo brigadeiro-general Esmail Ghaan e que a Guarda irá permanecer “inalterada”. Ele era vice-comandante da força Al-Quds, responsável pelas operações estrangeiras do Irã.

A Guarda Quds é uma força de elite do exército iraniano e teria sido responsável pela invasão da Embaixada dos EUA, em Bagdá, no início desta semana.

O Pentágono, em Nota, confirmou que o ataque aconteceu “sob ordens do presidente” Donald Trump. “Os militares dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal dos EUA no exterior, matando Qasem Soleimani”.

“Este ataque teve como objetivo impedir futuros planos de ataque iranianos. Os Estados Unidos continuarão a tomar todas as medidas necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses, onde quer que estejam ao redor do mundo”, concluiu.

Esse estilo de assassinato de soldados estrangeiros faz com que se pense mais nos métodos do exército israelense do que nos soldados americanos, que geralmente organizam operações de precisão de suas forças especiais quando desejam eliminar pessoas procuradas como Osama bin Laden ou, mais recentemente, o líder do grupo do Estado Islâmico Abu Bakr Al-Baghdadi, registra a AFP.

As mortes ocorrem em meio a uma escalada de tensão que ameaça transformar o Iraque em um campo de batalha entre forças apoiadas por Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Desde o fim de outubro, militares e diplomatas americanos foram alvo de ataques, e na semana passada um funcionário dos EUA morreu em um bombardeio com foguetes.

A crise subiu de patamar na terça (31), quando milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá.Trump acusou o Irã de estar por trás da ação e prometeu retaliação.

Os Estados Unidos já enviaram mais de 14.000 soldados para a região nos últimos meses e anunciou que enviará outros 500 homens após o ataque à embaixada em Bagdá.

Atualmente, os Estados Unidos têm 5.200 soldados mobilizados no Iraque, oficialmente para “ajudar e treinar” o exército iraquiano e evitar o ressurgimento do grupo do Estado Islâmico. Sua força de trabalho global no Oriente Médio é de 60.000 pessoas.

A embaixada americana pediu aos cidadãos americanos que vivem no Iraque que deixem o país o mais rápido possível.

Israel fechou uma estação de esqui nos flancos do Golã, uma área anexada à fronteira da Síria e do Líbano. *Com Agências internacionais