Em uma sessão paralela e improvisada realizada na sede do jornal  El Nacional, o líder opositor Juan Guaidó foi reeleito presidente da Assembleia Nacional da Venezuela em votação da qual só participaram deputados que se opõe ao governo de Nicolás Maduro.

Ratificado no cargo de presidente da Assembléia Nacional para o período 2020-2021, o que gera continuidade como presidente interino da República, reconhecido por quase 60 países, entre eles o Brasil,

Durante a sessão de eleição e instalação do novo Conselho de Administração do Poder Legislativo, Juan Pablo Guanipa foi eleito como primeiro vice-presidente e Carlos Berrizbeitia  como segundo vice-presidente.

A votação paralela que elegeu o deputado Luis Parra ocorreu depois de Guaidó ter sido impedido pelas forças de segurança comandadas por Maduro de entrar na Assembleia Nacional na sessão que elegeria o novo presidente da casa.

Sem a presença de Guaidó e seus aliados, também impedidos de entrar no Palácio Legislativo pela Guarda Nacional Bolivariana, parlamentares chavistas e poucos dissidentes da oposição elegeram Luis Parra para o cargo, um pleito contestado por países que se opõem a Maduro.

A oposição considera a votação que elegeu Parra como um “golpe ao parlamento” e diz que não havia o quórum necessário para que a sessão fosse realizada.

Os chavistas alegam que 140 deputados estavam no parlamento e que Guaidó ficou do lado de fora do palácio por não ter os votos necessários para se reeleger.

Já a sessão que elegeu Guaidó contou com a presença de 100 deputados, número superior os 84 exigidos pela legislação. *Com informações da Agência EFE e Venepress